sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Pago para Pescar: o valor de saber onde se quer chegar

Há uma história que diz mais ou menos o seguinte. Um homem pescava à beira do rio, quando um forasteiro o interpelou, instigando-o a contratar mais pessoas, comprar barcos, redes de pesca, para vender os peixes e ficar milionário. O homem, na sua simplicidade de pescador, perguntou para quê tudo aquilo. E o forasteiro disse que depois daquilo tudo, de todo aquele esforço, o pescador poderia fazer o que quisesse. Este então, tirou de um momento a sua atenção da vara de pescar, pesou um instante, e respondeu com alegria que ele não precisava daquilo tudo não moço, ele já estava fazendo o que mais gostava: justamente, ele mais gostava é de pescar.

Assim, muitas vezes acontece conosco, temos nossas vidas direcionadas segundo os valores da sociedade, ou dos "outros", que nos apontam caminhos, e frequentemente não vamos diretamente ao que desejamos, ou nem refletimos sobre o que desejamos - e sobre nossos valores. Somos como o forasteiro, de tanto colocar novos e novos objetivos intermediários, quase nunca chegamos ao objetivo final.

Certa vez, conversei com um homem muito importante no seu país, e perguntei o que ele diria para os jovens que almejassem alcançar sucesso. E ele me respondeu, "primeiro defina o que é sucesso para você: concluir os estudos, fazer um doutorado; ficar rico, milionário; ser pai, ser mãe; ser um Gandhi, uma Madre Tereza de Calcutá; ter amigos, ter uma família; enfim, se você não definir o que é sucesso para você agora, talvez daqui há quarenta anos, você encontre algo na sua vida, mas não tenha certeza de que é aquilo mesmo que você quer. Eu, particularmente, conheço muitas pessoas nesta situação. Lamentam-se, mas nunca tiveram clareza do que realmente queriam".

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